Aprenda a se prevenir para não ser uma vítima do Sequestro Digital

Aprenda a se prevenir para não ser uma vítima do Sequestro Digital

Tempo de leitura: 5 minutos

Existe hoje uma série de tipos de ataques realizados pelos criminosos digitais em busca da obtenção de lucro ilícito. Entre os cibercrimes, um dos mais temidos por empresas privadas e órgãos públicos é o Sequestro Digital.

Imagine que um dia, ao chegar a sua empresa, você percebe que não tem mais acesso a nenhum dos computadores ligados à rede. Sem entender o que acontece, tenta realizar procedimentos comuns, como ligar e desligar o modem e reiniciar computadores, sem sucesso. Até que recebe uma mensagem, dizendo que seus dados e máquinas foram sequestrados, e que se você quiser ter acesso de novo a eles, deverá pagar um resgate.

Esse é o sequestro digital, uma modalidade de crime que, segundo pesquisa realizada em 2017, já atingiu cerca de 51% das empresas nacionais, mostrando a popularidade desse tipo de ação por parte dos cibercriminosos.

Vem com a gente descobrir como os criminosos digitais são capazes de realizar o sequestro de informações e hardwares e aprenda como evitar ser mais uma vítima do sequestro digital.

Sequestro digital – quando seus dados são feitos de refém

Hoje a realização de tratamento de dados é procedimento vital em empresas de todos os tamanhos e setores. São através das informações coletadas, armazenadas e analisadas, que estratégias e ações são determinadas e decisões são tomadas. Além de, em muitos casos, serem essenciais para a realização de processos.

Uma empresa que não tenha acesso a seus dados, bem com a seus sistemas e computadores, opera no escuro. Ainda que se tenha a possibilidade de retornar ao passado e realizar processos manualmente, essa saída derruba bruscamente a produtividade, facilita a ocorrência de erros e ainda por cima não é capaz de acessar informações anteriores.

Sendo um ativo tão importante para os negócios, logo os dados, softwares e hardwares, atraíram a cobiça dos criminosos digitais, que utilizam o sequestro digital para realizar a extorsão. Não raro, quando isso acontece, as empresas acabam cedendo à pressão e realizando o repasse do resgate. Especialmente aquelas que não possuem backup dos dados.

Mas como isso é possível? Como hackers são capazes de invadir a sua rede e tomar o controle de suas máquinas?

O principal meio utilizado pelos cibercriminosos para o sequestro digital é o ransomware, um tipo de vírus de computador capaz de se espalhar rapidamente por toda uma rede de computadores, inclusive nas máquinas localizadas em outros endereços e demais conectadas à internet. Para o contágio começar, basta um computador abrir uma mensagem contaminada.

Após o contágio, os criminosos ganham um passe livre para acessar os computadores de sua empresa e toda informação armazenada nos mesmos, inclusive as sigilosas. O sequestro das informações é então realizado e o resgate exigido, geralmente em criptomoedas.

A exigência do pagamento por criptomoedas é uma forma de tornar o rastreio dos criminosos mais difícil. As moedas virtuais não são depositadas em banco, tampouco exigem o uso de informações pessoais, o que garante o anonimato.

Como evitar ser uma vítima dos sequestros digitais?

Como evitar ser uma vítima dos sequestros digitais?

Embora os criminosos digitais estejam cada vez mais sofisticados em suas técnicas de engenharia social, explorando o fator mais frágil na segurança da informação, o humano, é possível tomar ações para evitar que a sua empresa seja uma vítima do ransomware. 

Confira abaixo as principais delas.

1- Invista em educação continuada para segurança da informação:

A maioria dos Crimes digitais são realizados devido a falhas humanas. Abrir o link errado, confiar em e-mails suspeitos, entre outras atitudes do tipo, podem significar grandes prejuízos para a sua empresa.

É fundamental que seu negócio conte com protocolos de segurança da informação e que esses protocolos sejam comunicados de forma clara, bem como reforçados continuamente. 

Educar para a segurança da informação é uma obrigação para as empresas do mundo digital.

2- Tenha backups de seus dados:

Ter backups de seus dados em locais que não estejam conectados diretamente a sua rede, é muito importante para que não se veja obrigado a aceitar o pedido de resgate dos criminosos. Afinal, mesmo se o sequestro acontecer, você ainda terá acesso aos dados.

Existem diferentes ferramentas e soluções possíveis de serem utilizadas para o backup de seu negócio. É importante pesquisar e ver qual delas atende melhor às suas necessidades e entrega maior custo-benefício.

3- Mantenha seus sistemas e softwares atualizados:

Mantenha seus sistemas e softwares atualizados

Se você é daqueles que nunca atualiza seus sistemas operacionais ou softwares, por achar que as atualizações demoram muito e podem prejudicar seus dispositivos, saiba que com isso você está se expondo ao risco.

As atualizações são lançadas, muitas vezes, visando corrigir falhas e fragilidades e assim tornar o seu computador mais seguro quanto à ação de criminosos digitais. Quanto mais desatualizado seu sistema e softwares, maiores são os riscos de ser uma vítima.

4- Conte com softwares de segurança:

É muito importante que a sua empresa invista em softwares de segurança. Os antivírus são uma camada de proteção para sua rede, identificando, neutralizando e eliminando vírus de computadores, como o ransomware.

Foi vítima do sequestro digital? Denuncie!

A sensação de impunidade no ambiente digital, causada pelas dificuldades no combate aos cibercrimes, fez com que muitos acreditem que denunciar essas ocorrências é perda de tempo, o que leva a um cenário de subnotificação.

É importante compreender, contudo, que hoje há avanços significativos no combate aos crimes digitais, tanto no que diz respeito à legislação, como na capacidade de resposta das forças de segurança e investigação.

Para caminharmos rumo a uma internet mais segura para todos é essencial que as vítimas realizem a denúncia. Dessa forma, você estará abrindo a possibilidade dos autores serem presos, bem como contribui para alimentar a base de dados sobre esse tipo de crime, e assim permitir a elaboração de estratégias e soluções de combate aos mesmos.

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Até a próxima!

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